PEDRO PALMA
BIOGRAFIA CRONOLÓGICA
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1978
Pedro Palma inicia-se na banda desenhada e ilustração infantil.


1980

Publica o seu primeiro cartoon político no semanário Tempo.


1982
Colabora como cartoonista no Último Jornal da RTP


1983

Começa a colaboração no Diário de Notícias e Bisnau.


1984

Casa e vai para Paris, onde assume a função de Director Artístico adjunto, da revista JeuneAfrique com a qual ainda hoje colabora, pontualmente. Nesse período, publica também na secção literária do Le Fígaro Magazine.

1985

Inicia a sua actividade como cartoonista editorial no semanário Expresso, colaboração que se manteve até 1992 ao mesmo tempo que retoma a colaboração no Diário de Notícias. Ainda nesse ano desempenha funções de Director Artístico da revista Grande Reportagem.


1988

Lança uma colecção internacional de caricaturas intitulada Faces of the World que é distribuída internacionalmente. Em Portugal os seus trabalhos são distribuídos pela agência noticiosa LUSA e publicados na maior parte dos jornais de âmbito nacional.

 

1989
Publica semanalmente no Diário de Lisboa  e no Açoriano Oriental.


1990

Assina como membro da Cartoonists & Writers Syndicate, de Nova Iorque, passando a ser publicado em mais de 250 jornais e revistas de 40 países de todo o mundo, incluindo Portugal. Hoje é membro do The New York Times Syndicate.


1992

Inicia uma longa colaboração com a revista Exame, integrando a equipa fundadora. Ainda neste ano se estreia nas páginas do Jornal de Notícias, com cartoon editorial e caricatura. Colabora com o jornal O Primeiro de Janeiro, durante vários anos.


1993

Passa a publicar também na revista Valor. Colaboração que mantém até 1997.


1995

Reafirma a sua colaboração com o Jornal de Notícias com a publicação semanal de meia página de opinião.

1997

Os seus trabalhos passam a ser publicados semanalmente no Jornal de Negócios.


1999

Assina pela revista Focus um cartoon semanal "Palmada".


2001

Volta a publicar no Diário de Notícias, 15 anos depois de ter interrompido a colaboração com esse diário. Publica entre Setembro e Dezembro "As Histórias do Cão Amarelo" (sobre a introdução do euro).

2001
Assume as funções de Editor Responsável da Revista do Ar, onde assina várias reportagens sobre aviação.


2002
Escreve (semanalmente) a crónica “O Sexo e a Cidade” para a Rádio Central FM (Leiria).


2003
É Enviado Especial do
Diário de Notícias para cobertura da Guerra do Iraque na fronteira turco-iraquiana.

2005
Publica o seu "derradeiro" álbum DIREITOS DO HOMEM - EM CARTOONS E CARICATURAS, colocando termo à sua carreira de cartoonista. O livro foi lançado em cascais e editado pelo jornal Público com o Alto Patrocínio da Amnistia Internacional e com prefácio do então Presidente da República, Jorge Sampaio.

2006 (Março)

Inaugura no centro de Cascais uma galeria de arte (restrita ao público em geral) com trabalhos de de pintura e fotografia da sua autoria. Pedro Palma concilia as suas actividades de jornalista, designer de comunicação, pintura e fotografia.

 

PRÉMIOS

 


1988   
Prémio Salão Nacional de Caricatura - Expresso pela obra de António e Pedro Palma.

1989    Grande Prémio do II Salão Livre de Cartoon Porto de Mós.

1991    Prémio Gazeta de Jornalismo, Clube de Jornalistas.

1996    Prémio Nacional de Cartoon de Imprensa X Salão Nacional de Caricatura.

2000    Menção Honrosa atribuída pelo Site de Fotografia FOTO-PT em 24 de Novembro

2001    Uma caricatura de Jorge Amado, publicada na primeira página do Diário de Notícias, de 8 de Agosto

valeu a Pedro Palma uma menção honrosa pelo júri do EUROPEAN NEWSPAPER AWARD que o elegeu como o jornal nacional com melhor design.

 


EXPOSIÇÕES

 

1991    Exposição individual no Hotel Meridian, de Lisboa e do Porto.
( Inaugurada em Lisboa pelo então Presidente da República Dr. Mário Soares)

1992    Exposição individual na Galeria da Real Feitoria em Lisboa.

1992    Exposição individual no Museu Etnográfico de Serpa.

1993    Expõe individualmente em Macau, na Fundação Oriente, onde lança o seu álbum: Caricartoons.
( Inaugurada pelo então Presidente da República Dr. Mário Soares)

1998    Expõe, também individualmente, no Instituto Franco-Portugais, Atrium Saldanha e Expo' 98, sobre Direitos do Homem, com o Alto Patrocínio da Secção Portuguesa da Amnistia Internacional.
( Inaugurada no Instituto Franco-Portugais pelo então Presidente da República Dr. Mário Soares)

2001    Exposição Individual de Cartoons sobre Direitos Humanos no Clube de Jornalistas em Março.

2001    Exposição Individual de Fotografia no Clube de Jornalistas em Abril / Maio.

2003

Expõe individualmente em Março/Abril no Clube de Jornalistas, em Lisboa uma colecção privada de cartoons.

2003   
Expõe Individualmente na FNAC de Almada, numa iniciativa da Amnistia Internacional, 60 cartoons sobre Direitos Do Homem.

2006    (Fevereiro) Faz a sua primeira exposição individual de pintura "Grafologias" no Clube Privado de Serpa.


2007    A 2 de Novembro é inaugurada a primeira grande exposição individual de pintura:  "Carícias de Luz", na Fortaleza de Cascais (Cidadela). Terminou a 30 do mesmo mês.
De 1 a 11 de Dezembro, exposição individual na Galeria Hibiscos, em Lisboa.

2009   - 5 de Dezembro - Exposição Retrospectiva de Cartoon e Caricatura no Museu Nacional de Imprensa, Porto

2010  - de 8 de Janeiro a 7 de Fevereiro - Exposição de Instalação Fotográfica em co-autoria com Clara Pinto Correia, com o título Sexpressions.  São dez fotos sobre as expressões femininas durante um coito e outros tantos textos.


 

 

Pedro Palma participou em várias exposições colectivas nacionais e internacionais:
Humor nos Descobrimentos; Humor e Música; Encontro Luso-brasileiro de humor; Encontro Ibero-americano da Cultura Humorística; Paródia e Pastiche - Lisboa 94; Humor Contemporâneo Português - Museu de Zagreb; "20 anos de Democracia Satírica, Mário Soares visto pelos caricaturistas".

Possui trabalhos expostos em:  "House of Humour and Satire de Gabrovo" (Bulgária), no "Sammlung Karicaturen & Cartoon de Basel" na Suíça. Participou como artista convidado no 51 Festival Internacional de St. Esteve (França) e no Festival do Rio de Janeiro (Brasil). Encontra-se representado nas antologias: The Finest International Cartoons of our Time, Human Rights - as seen by the world's leading cartoonists, editado pela "Conference of Human Rights - Viena"-1993; e Black Lines Rider Again.

 

 

O QUE SE DISSE DE PEDRO PALMA

 

"(...) Os seus cartoons são pródigos em ironia e crítica social, política ou económica, reflexos da sua actividade jornalística. Esta vivência nos jornais enriqueceu o traço de Pedro Palma, que, ao contrário de muitos dos seus colegas, não procura o exagero, mas a dissecação fisionómica - reflexo da escola estilística americana."

A Capital



“Pedro Palma – O empresário do Cartoon”

Expresso Revista


"Quase todos os jornais portugueses publicaram os desenhos deste artista, que é, simultaneamente e com reconhecimento geral, um jornalista com faro e sentido crítico apurado."

O Independente


"Pedro Palma (para quem não o conhece) é um artista. É ainda um jornalista através dos eus cartoons."

O Semanário


“Pedro Palma – O outsider da tinta-da-china”

Periférica


"...Nessa linha de renovação e de afirmação internacional, Pedro Palma está a realizar um trabalho de qualidade, mérito, criatividade e originalidade que vem ganhando um cada vez maior reconhecimento e lhe dá direito a figurar na primeira linha dos nossos cartoonistas actuais."

Mário Soares
(Ex-Presidente da República)



"Estou grato de ter os trabalhos de Pedro Palma no grupo de selecção dos melhores artistas representados pela Cartoonists & Writers Syndicate. As faculdades de Pedro Palma como jornalista e cartoonista, em combinação com um profundo conhecimento dos acontecimentos mundiais, tornam os seus trabalhos efectivamente únicos."

Jerry Robinson
( Presidente da Cartoonists & Writers Syndicate, New York)

 

"Pedro Palma é um jornalista e um bom cartoonista. Sabe criar uma obra de arte com todas as suas componentes. Sabe observar e relatar, sabe criticar e dar realce ao que nem toda a gente viu. Sabe conjugar o talento artístico com a capacidade jornalística. Imprime nos seus trabalhos a sua visão do mundo e do país."

Francisco Pinto Balsemão
(Empresário de Comunicação Social e  Ex-Primeiro ministro de Portugal)
 


"É difícil encontrar bons desenhadores dispostos a fazer caricatura, esse olhar que assume a forma de um desenho, sempre atento e mordaz acerca da realidade envolvente. (...) Pedro Palma surge na senda desses ilustres desenhadores oitocentistas que se dedicaram ao prazer de caricaturar."

Carlos P. V. Monjardino
(Presidente d Fundação Oriente)
 


"À primeira vista, e em breves palavras o “retrato-charge” de Pedro Palma pode resumir-se em epítetos como minucioso e incisivo, complementado por um mediatismo do cartoon, como editorial jornalístico, como opinião que deve ser e que é."

Osvaldo de Sousa
(Historiador)

 

"Pedro Palma é um daqueles raros artistas que fazem, com inegável intuição jornalística, uma combinação perfeita entre a infidelidade da tinta-da-china e a realidade virtual do político retratado."

Frederico Martins Mendes
(Director do Jornal de Notícias)



"De Pedro Palma há que esperar sempre o... inesperado. É disso que se trata, subjacente à mestria com que domina a luz e distribui a cor: o inesperado. Ou seja, aquilo que transforma o objecto/sujeito, que "está ali", numa fotografia assinada de modo único e irrepetível.
Vejam-se os seus retratos de velhos, graníticos marcos do tempo, ou as perturbantes insinuações das suas luzes de Cascais. 0 que domina é aquela (outra forma) de sintetizar, de reescrever o que está. E isso chama-se Arte, pois claro."

Carlos Pinto Coelho
( Jornalista )
 

Pedro Palma é um cartoonista de muito talento, com uma carreira já longa, sólida e prestigiada. O seu traço forte e expressivo tem estado presente para nos dar o retrato de pessoas e acontecimentos, submetendo-os à sua interpretação pessoal e à sua visão estética e ética. Artista de mérito, tem sido também um cidadão atento e interveniente, não só sobre o que se passa em Portugal, como no mundo. 

Pedro Palma decidiu reunir agora, em álbum, mais de meia centena de cartoons, sob o lema dos Direitos do Homem. São trabalhos de grande vigor crítico e de protesto, em que a denúncia das situações procura dar às vítimas o rosto e a voz que muitas vezes não se podem ver nem ouvir. 

É-me muito grato felicitar Pedro Palma por este projecto de grande valor cívico, convicto de que a luta pelos Direitos Humanos pode, como se vê neste caso, encontrar no cartoon um seu aliado precioso.

Jorge Sampaio
(aquando Presidente da República)

 

 

O QUE PEDRO PALMA DISSE


 

“Sou ateu. Acho que o Homem não é uma criação de Deus, muito pelo contrário, Deus, sim, é uma criação do Homem.” (1977). Tive uma educação católica, fui baptizado no Mosteiro dos Jerónimos, fiz a Primeira Comunhão, fui crismado, mas a partir dos 13 anos tornei-me ateu.

“Houve uma altura da minha vida que não tinha a certeza do que queria fazer, se desenhar se escrever. Optei pelo desenho mas durante o liceu ganhei vários prémios em poesia.” (1983)
(Pedro Palma é jornalista profissional desde 1991. Hoje, para além de jornalista, é designer de comunicação, escreve ficção e faz cartoon. Ainda pinta, e faz fotografia e fotojornalismo).

“Lembro-me que tinha 14 anos quando fiz a primeira caricatura. O visado era Richard Nixon.” (1983)

“Tive de matar muitas paixões em defesa do meu trabalho.” (1983)

“Já gostei de trabalhar durante a noite. Era muito desgastante. Agora prefiro começar logo de manhã, quando o dia nasce.” (1985)

“Não me falem em fazer uma exposição individual. Morro de medo só de pensar nisso.” (1986)

“Fumo um maço e meio de cigarros por dia. Dá-me prazer fumar. Detesto antitabagistas. Aliás, detesto tudo o que seja anti.” (1987)

“Gosto muito de comer e beber bem. Colecciono vinhos tintos.” (1989)

“Sinto-me mal quando alguém ri com um cartoon meu. Um sorriso suporto bem.” (1989)

“Quando trabalho sofro tanto quanto me divirto. Por vezes é mesmo muito doloroso desenhar um cartoon, mas se resulta o prazer é tremendo.” (1989)

“Uma vez, num dia só, rasguei oitenta originais. Dos quase cinco mil que desenhei devo ter para aí uns quinhentos. Só guardo os que gosto mesmo. (1990)

“Respeito os judeus como respeito qualquer outra religião mas acho que estes têm a memória, convenientemente, curta. Só se lembram do Holocausto.” (1992)

“Nunca vi tantos presos juntos num espaço tão pequeno. Dois ou três prisioneiros agarravam-se, com unhas e dentes, às grades da única janela para apanharem um pouco de sol” (1994 quando foi detido como espião e levado para a Guarnição Militar de Luanda)

“Costumo dizer que só há dois lugares no mundo onde gostaria, realmente, de viver: aqui em Cascais ou em Nova Iorque.” (2000)

“Eu sou free lancer em tudo na vida. Independência é um valor que eu não negoceio!” (2002)

“Alguma vez «segurou a mão» por impedimento moral (ou outro)?”

“— Obviamente. Termos a capacidade de dominar uma técnica (o desenho) não nos dá o direito de nos masturbarmos em público!” Em entrevista à revista Periférica (2002)

“A maior parte dos cartoonistas portugueses não são mais do que fazedores de bonecos e os jornais adoram bonecos” (2002)

“Quando escrevi a série O Sexo e a Cidade (título assumidamente copiado) para a Central FM, de Leiria, investiguei sobre sexo na internet e cheguei a uma conclusão: somos todos depravados. Uns mais outros menos.” (2003)

“Ao fazer seiscentos quilómetros, durante a noite, com um motorista curdo, senti algum medo. Acho que foi a única vez que senti medo.” (2003) Pedro Palma fez a cobertura da Guerra do Iraque como Enviado Especial do Diário de Notícias.

“Passei três Check Points militares, sem credenciais, até chegar à fronteira iraquiana. Os jornalistas da BBC não acreditaram que o tivesse conseguido. Um dia contarei como foi o Luís Figo que evitou que eu fosse preso.” (2003)

“Sou um Outsider, não só «da Tinta-da-china» como me chamou a revista Periférica mas em tudo. Ando sempre em sentido contrário. E se umas vezes isso é bom, outras é mesmo muito mau. (2004)
 

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